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O que você precisa saber sobre ruptura do ligamento cruzado anterior

2020-11-11

A ruptura do ligamento cruzado anterior é uma das lesões de joelho mais comuns. Atletas, profissionais ou amadores, que praticam esportes como futebol, vôlei, basquete ou outros que tenham alta demanda física têm grandes chances de romper o LCA, como também é chamado. No futebol, grandes nomes como Daniel Alves já passaram por essa situação, mesmo tendo excelentes preparadores físicos. Ou seja, é fácil perceber que ninguém está 100% seguro de que não irá romper este ligamento.  

Mas por que o ligamento cruzado anterior rompe?

O joelho é uma articulação formada pelo encontro de três ossos: fêmur (osso da coxa), tíbia (osso frontal da parte inferior da perna) e patela (a rótula). Estes ossos são conectados através de ligamentos, sendo quatro os principais: dois laterais, o cruzado posterior e o anterior. Os cruzados formam um “X”, ficando o anterior na frente e o posterior, atrás. O LCA cruza o centro do joelho, impedindo que a tíbia se desloque para frente do fêmur e garantindo os movimentos rotacionais do joelho. A forma mais comum de ocorrer um “estiramento”, como também é conhecido, é, durante uma prática esportiva, quando o corpo gira e o pé permanece fixo no chão. Mas pode acontecer em diversas ações como parar bruscamente, em uma mudança rápida de direção ou ao voltar de um salto de maneira instável.  

Como evitar a ruptura do ligamento cruzado anterior

Como citado acima, ninguém está totalmente prevenido de sofrer o rompimento, mas há maneira de reduzir a probabilidade de danos. Confira algumas delas:
  • Uso de calçado adequado para a prática esportiva. Exemplo: se for futebol, optar por chuteiras que permitam movimentos, mas com segurança e estabilidade. 
  • Reforço muscular: fazer atividades físicas  como musculação  que condicione a  musculatura da coxa, perna e do próprio joelho. 
  •  Alongamento: melhorar a flexibilidade e relaxar os músculos evita, não apenas ruptura deste ligamento, mas diversos tipos de lesão. 
  • Acompanhamento profissional: sempre que possível, conte com um educador físico e frequente um médico.
 

Tipos de tratamento

Existem algumas formas de tratar o ligamento rompido. Tudo vai depender da idade, condições físicas, se pratica esportes ou não.
  • Tratamento não-cirúrgico ou “conservador”: nos casos em que não é necessária a cirurgia, a base do tratamento é fisioterapia e reforço dos grupos musculares.
  • Tratamento cirúrgico: o ortopedista especializado em cirurgia do joelho realiza o procedimento, que hoje possui técnicas pouco invasivas. Após, o paciente deve se submeter a um programa de reabilitação.
Além do tratamento, os cuidados após a ruptura são essenciais. O médico irá  aconselhar de acordo com a rotina de cada um.   

Sobre o Dr. Bruno Pavei

O Dr. Bruno Pavei formou-se em Medicina pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), em Criciúma/SC. Fez residência em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e completou sua formação em Cirurgia do Joelho no Instituto Cohen, em São Paulo/SP. É membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho (SBCJ). Atualmente possui consultório de Ortopedia e Traumatologia no Metropolitan, em Criciúma-SC. Saiba mais clicando aqui.   As informações disponíveis neste site possuem apenas caráter educativo. Apenas uma avaliação com um profissional médico possibilitará o diagnóstico de doenças, a indicação de tratamentos e a prescrição de medicamentos.

Dr. Bruno Pavei · CRM-SC 19941 · RQE 15773

O conteúdo deste artigo tem caráter informativo e não substitui consulta médica.